Chega um momento na carreira em que o volume de atendimentos cresce e a dúvida aparece: será que compensa continuar como autônoma ou já passou da hora de abrir um CNPJ? Muitas profissionais adiam essa decisão por medo da burocracia — mas a verdade é que negligenciar a forma de tributação pode estar custando caro […]
Chega um momento na carreira em que o volume de atendimentos cresce e a dúvida aparece: será que compensa continuar como autônoma ou já passou da hora de abrir um CNPJ? Muitas profissionais adiam essa decisão por medo da burocracia — mas a verdade é que negligenciar a forma de tributação pode estar custando caro ao seu bolso.
Como autônoma (pessoa física), você recolhe o Imposto de Renda pelo Carnê-Leão, com alíquotas que sobem até 27,5% conforme a renda; contribui para o INSS (20% sobre o rendimento, com opção de 11% em alguns casos); e paga o ISS do seu município. É simples de começar, mas a mordida do imposto cresce junto com o seu faturamento.
Como pessoa jurídica (CNPJ), você normalmente entra no Simples Nacional. Para serviços de psicologia, com um pró-labore bem dimensionado, é possível ser tributada pelo Anexo III, cuja alíquota começa em 6% sobre o faturamento — bem abaixo dos 27,5% da pessoa física.
Enquanto o faturamento é baixo, a pessoa física costuma dar conta. Mas conforme a agenda enche, o teto de 27,5% pesa muito. Veja um exemplo hipotético e simplificado, só para ilustrar a lógica: numa renda mensal mais alta, uma profissional na pessoa física pode entregar perto de 27,5% em IR, enquanto no CNPJ pela regra do Anexo III a conta parte de 6% de imposto sobre o faturamento (mais o INSS e o IR sobre o pró-labore, que costumam somar bem menos). A diferença tende a crescer conforme a renda sobe. Os números exatos dependem do seu caso — por isso a palavra-chave aqui é simular.
No Simples Nacional, o que define se a psicóloga cai no Anexo III (mais barato) ou no Anexo V (mais caro) é o Fator R: a proporção entre a folha de pagamento (incluindo o pró-labore) e o faturamento. Se essa proporção fica em 28% ou mais, a empresa é tributada pelo Anexo III. Por isso, dimensionar o pró-labore corretamente é uma das decisões mais importantes — e um erro comum de quem abre empresa sozinho.
Existe um valor mágico de faturamento para abrir CNPJ?
Não. Depende do conjunto (faturamento, despesas, pró-labore). O certo é simular o seu caso específico.
Abrir empresa é muito burocrático?
A abertura em si é relativamente rápida hoje. A parte que exige cuidado é manter as obrigações em dia — e é aí que um contador faz a diferença.
Posso voltar a ser autônoma se não compensar?
Sim, é possível encerrar a empresa. Por isso a decisão deve ser baseada em simulação, não em achismo.
A Conpsi simula os dois cenários para o seu caso e, se valer a pena, cuida de toda a abertura e do enquadramento certo. Agende sua consultoria: (11) 3074-2556.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a orientação individual de um contador. Os exemplos são ilustrativos.
Escrito por Leonardo Ribas, contador (CRC SP-341204/O-1) — Conpsi, contabilidade especializada em psicólogos.