No quadro Mercado de Trabalho de hoje o Bom Dia DF mostra a atuação de profissionais que têm a missão de tratar um dos males do mundo moderno: a fobia.
Nas ruas não é difícil encontrar quem tenha algum medo exagerado: de altura, de barata, de nadar, de dirigir, de falar em público.
Esse sentimento patológico e sem motivo aparente é o que os especialistas chamam de fobia. Não há dados recentes, mas um estudo do Hospital das Clínicas de São Paulo estima que 18% da população do Distrito Federal têm o problema.
Medo do escuro ou de lugares fechados. Esses são apenas dois dos diversos tipos de fobia. São as chamadas específicas. Existem ainda as sociais, que estão relacionadas ao medo exagerado com o nosso comportamento do dia-a-dia.
O tratamento quase sempre começa no consultório. Custa, em média, R$ 150 por semana e dura no mínimo seis meses. A psicóloga Lúcia Pereira explica que a maior procura é de jovens e que o atendimento exige especialização. “A dica é fazer um bom curso de psicologia e depois fazer uma especialização na área. São cursos básicos para poder começar a trabalhar com a fobia social”.
Hoje, quem vê a bancária Elvira Curiel nadando nem imagina que ela já teve pavor de água. Perdeu o medo depois de um tratamento. Foram dez meses de acompanhamento com um professor de educação física.
“Programa de água pra mim era atroz. Eu não participava de nada. Com o tratamento eu fui criando confiança, ficando mais tranqüila e, de repente, já estava nadando. Nem vi isso”, revela Elvira.
Para tratar pessoas como Elvira o professor Marcelo Hutmachwev teve que se especializar. O curso durou dois meses e ele garante que o profissional precisa ter sensibilidade. “Ter paciência de esperar o tempo certo do aluno. Ele vai ter um tempo para mergulhar, para bater a perna. É preciso respeitar isso. Não se pode ultrapassar esse limite. Do contrário, você perde o aluno”, explica.
Professora de educação física há 26 anos, há seis Elizabeth Ribeiro treina profissionais para atender esse público que, segundo ela, não pára de crescer. “Acredito que seja pela pressão do dia-a-dia que as pessoas têm fobia, têm pânico. Isso vem aumentando exaustivamente e eu vejo que nas academias os profissionais não estão preparados. Então, vários professores têm procurado os nossos cursos”.